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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A importância das Pinturas Rupestres e da Descoberta do Fogo para o Homem

   Foi através das pinturas rupestres que os arqueólogos, ao estudarem o homem quando ainda não conhecia a escrita, puderam compreender vários aspectos da produção cultural dos seres humanos dessa época, como viviam, o que faziam, do que se alimentavam e, principalmente, a localização das regiões onde eles habitavam. A arte rupestre, segundo hipóteses levantadas pelos arqueólogos, era uma das maneiras que eles usavam para se comunicarem uns com os outros..
A descoberta do fogo foi um importante passo para a evolução do homem, pois ele conseguiu desenvolvê-lo e fazer uso dele para diversas coisas. A partir da descoberta do fogo, o ser humano passou por várias transformações no seu modo de vida e passou a ter cada vez mais controle da natureza.
Pinturas rupestre: Os grupos humanos do período paleolitíco procuraram registrar seu modo de vida, seus costumes. Assim, os homens mais antigos, que viviam em cavernas, desenharam e pintaram em suas paredes cenas da sua vida, que atravessaram milhares de anos e chegaram até nossos dias.

O tempo e a história: A produção da cultura material e imaterial na era ágrafa.

   Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, considerou-se o nascimento de Cristo como o ano 1 do que se convencionou chamar de Era Cristã. Porém esse calendário cristão não é aceito pelos judeus, hindus e muçulmanos. Por isso, você tem que entender que a nossa divisão tradicional da História em Antiga, Média, Moderna e Contemporânea é uma divisão européia, renascentista e ocidental.
   "O homem é um dos raros gêneros que só tem uma espécie". Se você observar, não existe nenhuma outra espécie que possa abalar o nosso domínio, a não ser nós mesmos com as inúmera qualidades e quantidades de armas e bombas de toda a espécie. Com certeza, os pesquisadores sabem hoje que aquela "caminhada da evolução" posta nos livros didáticos não faz nenhum sentido. Hoje, os pesquisadores conseguem provar que nossa espécie não difere muito das demais no processo de evolução, ou seja, tivemos ramificações e espécies com graus de evolução diferentes vivendo ao mesmo tempo.
     E por que o homem sobreviveu a todas essas mudanças do ambiente?
   Essa é uma questão tão difícil de responder. No entanto pode-se dizer que a adaptabilidade do homem foi de fundamental importância, assim como seu bipedalismo, ou seja, saindo da sua posição curvada, esses grandes primata diminuíram em até 40% sua exposição ao sol, assim como passar a olhar de um ângulo horizontal nos possibilitou ver melhor os predadores que se aproximavam. Ou ainda, a explosão criativa do Paleolítico Superior, do desenvolvimento da linguagem do ser humano e da produção de ferramentas. Em 1994, o famoso antropólogo Tim White, que inspirou o cineasta Steven Spielberg a fazer o seu personagem Indiana Jones no cinema, encontrou, na Etiópia, fósseis com 4,4 milhões de anos, mais primitivos do que os fósseis de uma mulher batizada pelo nome de Lucy. Por sinal, hoje existe uma acirrada disputa pelos conhecimentos científicos e pelos lugares que seriam o "el dorado" dos paleontólogos, a região é o Grande Vale do Rift, que se estende da Tanzânia à Etiópia, justamente onde foram encontrados os fósseis mais antigos de hominídeos. Os dois grupos são representados por Tim White e Donald Johnson e a família Leakey, que disputam a primazia do cama "elo perdido", do animal chamado de ancestral comum do homem e dos macacos.
    Todavia, antes de ser produtor e conhecimentos de uma cultura Material e Imaterial, cientistas, pesquisadores, historiadores, antropólogos dentre outros estudiosos discutem também a própria origem desse ser superior, racional e irracional em muitas de ações chamado Homem. Alguns, argumentos, defendendo sua origem pelo Criacionismo e outros, pelo Evolucionismo.


domingo, 17 de janeiro de 2016

A Origem do Homem e sua evolução ao longo da História - Período Paleolítico e Neolítico

   Para começarmos o estudo da Origem do Homem e de sua produção material e imaterial, temos que entender a História da sua evolução cultural e antropológica. Desse modo, quando os homens deixavam suas pinturas nas cavernas e produziam utensílios, já estavam produzindo História. Nesse sentido, não tem mais porque se falar em Pré-História como a denominação do período anterior à invenção da escrita, pois, apesar de não conhecerem a escrita, eram humanos. Portanto, não há pre-História, mas tudo é História.
Por outro lado, para a explicação da Origem do Homem, foi preciso encontrar vestígios materiais de sua existência. Asim, para muitos historiadores e pesquisadores, o lugar mais apropriado seria o Nordeste da África. Em verdade, hoje há um consenso quase absoluto entre os próprios pesquisadores de que a espécie humana se originou na África. Porém, como foi encontrado o Homem de Pequim, na China, o Homem de Neanderthal, na Alemanha, e o Homem de Cro-magnon, na França, os pesquisadores chegam a concluir que houve um processo simultâneo na evolução da espécie humana.

   Os historiadores e pesquisadores classificaram a Pré-História em períodos, de forma didática, na tentativa de compreender melhor essa produção cultural - material e imaterial do homem. No entanto, não há um consenso entre os estudiosos sobre essa divisão.

Período Paleolítico Superior

 
paleolitico
Para muitos pesquisadores, esse período foi chamado de glaciação. Então, para se proteger do frio, o homem passou a modificar o ambiente e assim enfrentar melhor as condições naturais. O homem passou a construir abrigos ou viver em cavernas; utilizou a pele de animais para produzir vestimentas e aprimorar suas técnicas para a construção de instrumentos de pedra. Passou a conhecer o fogo, fazer arpões, anzóis, punhais de chifre e são considerados os pioneiros nas pinturas rupestres nas cavernas. Portanto, um grande produtor de uma cultura material e imaterial. De acordo com essa classificação, ficou conhecido como o Homem das Cavernas ou Trogodita. Esse homem foi nomeado de Cro-magnon.

Período Neolítico

   
neolitico
O homem passou a utilizar a pedra para fabricar melhor seus instrumentos. Por outro lado, foi um período marcado pelas grandes descobertas e pelo surgimento das instituições. Mas, também pela grande produção material e imaterial do homem - pelo surgimento da agricultura, da domesticação de animais, da criação da cerâmica, da tecelagem, das moradias em palafitas e da religião, que ficou conhecida como totemismo. Diante do conhecimento da agricultura e do pastoreio, os homens se tornaram sedentários, o que levou o surgimento de clãs e agrupamentos urbanos mais organizados.

Divisão Didático-Cronológica ou Períodos da História Tradicional Ocidental

  • Idade Antiga: das antigas civilizações orientais e clássicas, tendo fim com a queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C.
  • Idade Média: compreende o período que se estende entre a queda do Império Romano do Ocidente e a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos em 1435.
  • Idade Moderna: tem início com a queda de Constantinopla em 1453 e finda com a Revolução Francesa em 1789.
  • Idade Contemporânea: período que tem início com o fim da Revolução Francesa até os dias atuais.

   Porém, há historiadores que já falam em uma era atômica que teria iniciado com as bombas atômicas lançadas sobre o Japão na Segunda Guerra Mundial.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Cultura Material e Imaterial na Antiguidade Oriental Patrimônio e Diversidade da Cultura Mundial

História e as Concepções Filosóficas da História


   A História estuda o ser humano: suas várias formas de pensar, criar, recriar, construir, desconstruir suas realizações materiais e imateriais. A História e os historiadores buscam entender as mudanças que ocorrem nas sociedades em determinada época, mas também as realizações que permanecem até hoje. De fato, os historiadores não buscam a verdade, por uma razão simples: seria impossível reconstruir o passado. Desse modo, os historiadores, como detetives, procuram os vestígios produzidos pelo ser humano. Esses vestígios são chamados de fontes, que podem ser imagéticas, escritas, orais e hoje mais comumente chamadas de cultura material.

   Antes, os historiadores valorizavam apenas as fontes escritas ou utensílios, ossadas humanas e restos de animais. Hoje, os historiadores sabem que todo e qualquer objeto, material ou imaterial, deixado pelo ser humano é uma fonte preciosa para que ser possa compreender a cultura da humanidade. Daí, a importância de estudar o que se convencionou chamar de História Antiga; mesmo porque, muito do que somos - como pensamos, agimos, julgamos, casamos, criamos filhos, criamos leis, preservamos a música, calculamos, filosofamos, enfim - devemos aos nossos antepassados. Os historiadores franceses, Lucien Febvre e Marc Bloch, idealizadores da revista de História Annales d'Histoire Économique et Sociale e outros pesquisadores não franceses revolucionaram com outras abordagens e perspectivas o estudo da História.


O Nascimento da História Nova: "A Escola dos Annales"


   A revista de História Annales d' Histoire Économique et Sociale foi fundada, em 1920, por Lucien Febvre e Marc Bloch. Depois de 1929, "nouvelle historie" passa a ser um "espírito corporificado" concreto. A Escola dos Annales reuniu professores e pesquisadores como: Fernand Braudel, Marc Ferro, Pierre Nora e Jacques Le Goff.

   Você pode, então, interpretar. A Concepção Idealista veio contrapor a Concepção Teológica, e a Concepção Materialista veio contrapor a Concepção Idealista.

   É preciso dizer que a História Nova não surgiu com o objetivo de contestar a interpretação Marxista da História. Ela também não se fundamenta nas análises econômicas e no conceito de modo de produção, que são ideias Marxistas. A História Nova busca, para uma melhor compreensão da sociedade, entender melhor o cotidiano, a tradição e o fator psicossocial de um povo. Ela defende uma História-Problema, rompendo definitivamente com aquela visão linear e simples da História tradicional. Amplia as fontes históricas, não valorizando só aquelas fontes tradicionais, como ossadas humanas, pinturas rupestres, utensílios etc, mas passa a dar maior valorização aos documentos que se referem à vida cotidiana, como cartas, atas, editais, listas de preços, salário, testamentos, inventários, gráfico de votos, revistas, jornais e depoimentos. Defendem a "História Total ou Global", que seria a consideração de que "tudo é História". Aproximaram a História da Literatura, da Sociologia, e da Geografia, defendendo uma maior "interdisciplinaridade" da História com outras ciências sociais para se ter uma compreensão mais profunda da sociedade. Dentro desse princípio, procura aproximar cada vez mais: música e História, cinema e História, poesia e História, textos e História, a arte em geral e História, e tudo que melhore a compreensão e estimule os interessados ao estudo da História.

Concepção Teológica


Santo Agostinho  O ser humano sempre buscou explicação para os fenômenos da natureza e para sua própria existência. Daí ter atribuído divindade aos fenômenos da natureza como o sol, a chuva, a lua, ou seja, tudo que lhe trazia vida ou destruição. 

   O período que se convencionou chamar de Idade Média foi marcado pelo Providencialismo Histórico de Santo Agostinho, que defendia a predestinação e que Deus é o centro do processo histórico, sendo o homem um ser submisso a Deus.



Jacques Bossuet   Na Idade Moderna, o pensamento de Santo Agostinho foi fortalecido pelo bispo francês Jacques Bossuet, criador da Teoria do Direito Divino: Deus criou o mundo e o ser humano, sendo que ele também escolhe todos os reis ou imperadores dos reinos da Terra.
Essa teoria favoreceu o surgimento do absolutismo dos reis, características que marcaram o período da Idade Média.





Concepção Idealista


  Essa concepção filosófica tem início, no século XVIII, com os pensadores iluministas. A burguesia, que anteriormente havia justificado o absolutismo, passa a defender agora o liberalismo econômico. Ou seja, ela defende o fim do absolutismo dos reis, a separação definitiva da fé e da ciência, sustentando-se na razão. O teocentrismo é substituido pelo antropocentrismo e pelo racionalismo.
Há uma valorização do romantismo, do homem forte, iluminado pela razão, dos heróis e dos grandes homens. 
Dentro dessa concepção, é de fundamental importância explicitar o pensamento de alguns pensadores.


hegel
Hegel (1770-1831) - A razão inconsciente do homem é que constrói a realidade. Segundo Hegel, o espírito (ideia) é o que modela a matéria (todo o real é racional, todo racional é real). Para Hegel, há uma contradição em toda realidade universal. Daí uma formulação da ideia da dialética (palavra de origem grega que significa conversar). Defende que a realidade se constitui de elementos contraditórios. Tese: ser, antítese; não ser, síntese: devir. Para Hegel, a realidade fundamental é a ideia, enquanto para Marx é a matéria.




feuerbach
Feuerbach (1804-1882) - Aluno de Hegel, vai desmistificar o mestre e influenciará profundamente o pensamento de Marx. Acaba com o abstrato idealismo de Hegel, passando a privilegiar a matéria com a sua ideia de antropologia da religião. 









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Auguste Comte (1798-1857) - Filósofo e matemático, também conhecido como o "Pai da Sociologia", defendia, na sua concepção positivista, uma História científica. Abominava a luta de classes do Marxismo. Afirmava que a ideia do progresso na História explica o desenvolvimento da humanidade. Então, para ele, para se ter progresso, era preciso ordem, uma sociedade hierarquizada, superposta. Daí o lema, "ordem e progresso", que por sinal, foi inserido na bandeira brasileira pelos militares positivistas brasileiros.




Concepção Materialista


karl-marx
   Para Marx, não é Deus, não é o romantismo, ou seja, os grandes heróis e os feitos dominantes, e tão pouco é o espirito (ideia) que transforma o curso da História. Desse modo, Marx nega a Concepção Teológica, a Concepção Romântica e a Concepção Idealista. Marx afirma que as transformações sociais não são provocadas pelas ideias, mas pelas condições materiais existentes e pelas relações de trabalho entre os homens. A economia e a luta de classes são, para Marx, a mola motora do carro da História. Ao contrário de Comte, que era contra a luta de classes, Marx vai demonstrar cientificamente que a verdadeira História da sociedade é a História da luta de classes. Através da Teoria dos Modos de Produção, ele demonstra que, em determinada época, para fazer os bens necessários à sua sobrevivência, uma classe sobrepuja uma outra classe. Isto faz surgir o Modo de Produção Primitivo; o Escravista; o Feudal; o Capitalista. Observando que o capitalismo é imperfeito e que só privilegia os donos dos Meios de Produção (uma minoria), Marx cria a teoria do Socialismo Científico.
São ideias associadas a Marx: Modo de Produção, Socialismo Cientifico, Infraestrutura e Superestrutura, Luta de Classes, Meio de Produção, Materialismo Histórico e Materialismo Dialético.


Cultura Material e Imaterial


Patrimônio Histórico refere-se a um bem móvel, imóvel ou natural que possua valor significativo para uma sociedade, podendo ser estético, artístico, documental, científico, social, espiritual ou ecológico.
A preservação do patrimônio histórico teve inicio, como atividade sistemática, no século XIX, após a Revolução Francesa e a Revolução Industrial, inicialmente para restaurar os monumentos e edifícios históricos destruídos na guerra.
O arquiteto francês Eugène Viollet-le-Duc elaborou os primeiros conceitos para preservação e restauração de patrimônio edificado, tornando-se referência teórica na Europa e no Mundo. Outros pensadores, como o crítico de arte inglês John Ruskin e o arquiteto italiano Camillo Boito, elaboram teorias importantes no processo de preservação e restaurações embora conflitantes.
A Unesco define como Patrimônio Cultural Imaterial "as práticas, representações, expressões, conhecimento e técnicas - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhe são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural."
O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.